quarta-feira, 26 de agosto de 2009

ENCONTRO DE FORMADORES DA BAHIA

De 03 a 07 de agosto de 2009 aconteceu o segundo encontro de formadores do GESTAR-BA promovido pelo MEC/UNB.
Foi um encontro muito rico de experiências e trocas. Na oportunidade estudamos os temas dos
TPs e elaboramos planejamento para as oficinas. O desejo de continuarmos a motivar os professores da rede nos faz pensar em atividades ricas e prazeirosas que possam ajudar na construção de um saber significativo.
O ânimo, alegria e força dos gestaleiros baianos, misturados com a presença de Isabel (formadora da UNB), fizeram dessa semana uma grande festa, onde o "desejo de saber" e "fazer melhor" encontraram lugar de destaque.
O GESTAR ocupa, em nosso estado, um lugar de muito prestígio e apesar dos entraves, continuaremos o trabalho com afinco e determinação, tendo em foco a formação de cidadãos livres e críticos.
MALAS PRONTAS
Anna Carolina Daltro Sampaio
Tenho um encontro marcado comigo.
Preciso viajar até o interior do meu eu.
Sossegar...aquietar-me...calar...
Sentir o meu eu...escutar a minha voz...
Conhecer quem eu sou...como estou...
Descobrir quem desejo e mereço vir a ser...
Desvendar meus ideais...decifrar meus
Sonhos...conhecer a trajetória...
Juntar coragem...ousadia,,,paixão...fé...
Preparar-me...animar-me
Dar partida! Sair em busca! Passo a passo...
VOU CAMINHANDO... SIGO VIAGEM!!!
Tropeços... dúvidas... incertezas...
Erros... medos... cobranças... Mas ainda assim
Sigo... Passo a passo... continuo viagem!
As mãos em movimento... o milagre da
Transformação.
Alegrias, encontros, sucessos... não tardam.
A certeza de quanto e de como sou capaz
Fortalece o meu SER
Aventureiro e sonhador. Cientista e lunático.
Guerreiro e educador. Solidário e político
CIDADÃO!
VOU CONSTRUINDO... SIGO VIAGEM!
Dia a dia... malas prontas... dia após dia...
Plantão permanente... aprendendo e
Descobrindo...
Prontidão poderosa... refletindo e agindo...
Contra a rotina, contra a mesmice.
Cada dia... um novo dia.
Cada dia... uma nova aventura.
Todo dia... sempre... um novo porto...
Ou um novo parto... uma nova estação.
Cada dia... todo dia...
Um novo eu.
SENDO FELIZ...
VIVENDO EM PAZ.

domingo, 5 de abril de 2009

Da oralidade para a escrita


Antes de começar a falar sobre a entrada da leitura e da escrita em minha vida, é necessário narrar fatos que norteiam e valorizam meu relacionamento com estas. Fui criada por meus avós maternos que não sabiam ler e isso tornava o mundo letrado atraente e enigmático para eles.. O meu avô sabia o alfabeto, assinava seu nome e lidava muito bem com números (resolvia as quatro operações com muita destreza); e minha avó não se interessava e não sabia nada sobre isso.

Cresci embalada por histórias narradas por eles. Era a oralidade que imperava naquele ambiente. Não tínhamos livros em casa e o contato que tínhamos com a escrita era através de cartas de meus pais, parentes ou amigos que moravam em outras cidades. Essas cartas eram lidas por alguém da vizinhança.

Meu primeiro contato com a escola se deu através de uma professora, prima de minha avó. Como eu não tinha idade suficiente para ser matriculada, a prima Lili muitas vezes me levava para sua sala de aula. Eu a acompanhava com alegria e guardava uma impressão positiva da escola: lugar de prazer, descobertas e contato com indivíduos da minha faixa etária.

Nesse ir e vir sem compromissos, a leitura foi descoberta. Muito pequena, antes de completar seis anos, já conseguia desvendar os mistérios da escrita. Isso foi motivo de muito encantamento por parte de meu avô e com esse acontecimento tornei-me o centro das atenções e motivo de orgulho desse querido senhor. Muitas vezes lia para uma plateia de amigos do meu avô e era aplaudida por estes.

Ingressei, oficialmente, na escola aos sete anos e adorei esse momento. Minha primeira professora chamava-se Cleuza. Era atenciosa , meiga e muito paciente conosco. Costumava brincar de roda, durante o recreio, com a turma. Não guardo na memória detalhes dos dois anos que passei nesta escola, guardo apenas uma sensação agradável de momentos felizes.
Ouvíamos histórias e produzíamos textos que eram nomeados como descrições ou composições (sobre alguma gravura que a professora expunha do quadro).

As habilidades com a escrita e leitura foram ampliadas e passei a ser a leitora das cartas que meu avô recebia, e escritora das respostas que ele ditava. Eram momentos lúdicos onde minhas habilidades eram valorizadas e ampliadas, onde a escrita tinha objetivo e destino real.. Eu tentava ensinar-lhe a ler e escrever e ele me ensinava a lidar com os números. Criamos um jogo onde ele colocava algumas letras no papel e eu lia seus escritos. Algumas vezes as letras que ele escrevia formavam palavras (era pura coincidência) e isso o deixava muito feliz.

Ainda criança tornei-me uma leitora ávida e passava muito tempo viajando através de histórias em quadrinhos e livros adquiridos em bibliotecas ou emprestados por amigos. Mais tarde conheci Machado de Assis e lia e relia muitos dos seus livros. Tenho uma ligação afetiva com esse escritor, pois durante minha adolescência ele foi meu maior companheiro.

Atualmente, na escola, percebemos certo desinteresse para a leitura por parte de alunos e, infelizmente, de professores também. O livro perde o lugar de companheiro de entretenimento para dar lugar à TV, ao computador e outros meio eletrônicos.

Os textos produzidos na escola não possuem um destinatário que dê sentido a sua criação, objetivos que lhes dê consistência e as condições em que são produzidos não encantam e formam leitores e escritores.
Alba Varela Góis Nascimento